Naquela época ele fazia cursinho preparatório para o vestibular, e como não gostava de estudar em casa, fazia questão de não faltar nas aulas e prestava muita atenção nas explicações dos professores.
Durante uma aula de biologia de um excelente professor que ensinava imitando as vozes de personagens de desenho animado, ele teve uma súbita falta de ar, o que o fez se levantar e se retirar da sala de aula.
No caminho de casa dentro do ônibus teve novamente aquela falta de ar, e quando chegou em casa falou com sua mãe que o levou à farmácia. O farmacêutico mediu sua pressão e disse que estava normal, que aquilo não era nada, era só um problema nervoso.
Nunca mais conseguiu ir no cursinho, agora a ansiedade não o deixava ficar numa sala fechada, e tinha dificuldade para ficar no trabalho, muitas vezes ia ao cinema e não conseguia assistir o filme inteiro, sentava sempre perto do corredor para poder sair a qualquer momento e colocava os joelhos na poltrona da frente como que para se obrigar a ficar no lugar.
Sentia também uma pressão na cabeça bem na testa e sua vontade era que fosse possível abrir a cabeça para ver onde estava o problema. Nessa época ainda não se conhecia a Síndrome do Pânico, e o que ele sentia era considerado simplesmente um problema do sistema nervoso.
Dai começou a maratona à médicos da saúde publica ou do sindicato, e a pergunta dos médicos eram sempre as mesmas, se dormia bem, se tinha uma vida sexual normal ou então pior ainda, nem levantavam a cabeça, simplesmente receitavam algum remédio faixa preta.
Ele procurou centros espiritas e umbandistas e a resposta era sempre que algum irmãozinho espiritual o estava incomodando, também parou em rodas evangélicas nas ruas e por ultimo chegou a ir numa igreja Seicho-No-Ie.
Numa das idas à um psiquiatra ele se queixou para o medico que queria resolver seu problema, queria ser curado, e não queria ficar como algumas pessoas com os olhos estatelados ou esbugalhados na sala de espera que iam mensalmente no consultório buscar a receita médica.
O médico muito atencioso disse que seu problema era psicológico e não psiquiátrico e que a saúde pública não dispunha dessa modalidade para adultos, somente para crianças, então ele o encaminhou para uma psicóloga da clinica que se propôs a encaminha-lo para psicólogos terceiranistas da Usp ou Puc.
Nesse interim chegou a seu conhecimento uma clinica de parapsicologia fundada pelo cientista brasileiro Prof .Dr .Frei Albino Aresi que era uma sumidade respeitada no mundo inteiro pelos seus estudos nessa área da medicina. O tratamento era feito sem remédios somente usando a parapsicologia com suas ferramentas entre as quais regressão de idade e hipnose.
Durante as varias sessões do tratamento, até seu olhar mudou de expressão, isso quem falou foram duas irmãs que também frequentavam a clinica com um filho de uma delas, que tinha um, problema aparentemente simples, não conseguia desfalecer quando ia dormir, ficava com os olhos arregalados e só percebia que tinha dormido quando acordava no dia seguinte, ou seja tinha medo de como se diz poeticamente, se entregar nos braços de Morfeu. O problema foi resolvido com regressão de idade, descobriu-se que quando ele era bebe seu avô tinha morrido e ele tinha medo de dormir porque tinha medo de morrer, ele associava o sono à morte.
A cura foi imediata, problemas assim quando são descobertos o motivo, a cura é instantânea. Mal sabia o bebe ou talvez soubesse muito bem que toda noite morremos e todo dia novamente nascemos para a vida.
Mas voltando ao assunto anterior o tratamento prosseguia e o ponto alto foi quando ele em estado Alfa, plenamente consciente, foi orientado pela paranormal que o acompanhava a mentalmente abraçar seu pai, o que não conseguia de forma nenhuma, e foi obrigado, quando a paranormal apertou com a unha o lóbulo de sua orelha induzindo-o pelo subconsciente a aceitar uma ordem, e fê-lo entregar rosas vermelhas para seu pai, afinal rosas vermelhas significam amor.
A cura a grosso modo aconteceu, mas os medos tinham que serem superados aos poucos, e farpas psicológicas só foram restauradas após anos, uma luta contínua dele com ele mesmo, sem remédios químicos, mas com a ajuda de Deus.
domingo, 15 de julho de 2018
sexta-feira, 6 de julho de 2018
E agora José ? (3)
A sua irritação não solucionará problema algum
Algumas coisas me irritam. Pessoa insistente é uma delas,
a pessoa me liga tentando me convencer a comprar algo que eu não quero, só que ela usa a tecnologia e sabe meu nome e sabe meus dados. Já aprendi ser curto e grosso, falo que não tenho interesse nem de conhecer os detalhes, nem de saber as maravilhas que estou perdendo, agradeço muito e me despeço.
Outra coisa que me irrita é ligar o radio do carro ou a televisão e o assunto ser futebol ou ainda se a emissora estiver meio fora de sintonia com chiados ou imagem ruim, de imediato mudo de estação e na pior hipótese desligo o aparelho.
Mas o que pega mesmo é quando estou na estrada e o carro da frente começa a ficar lento, talvez olhando o celular, e começa a se distanciar do carro a frente dele, acho um tremendo desrespeito e assim que possível o ultrapasso e desejo que fique com Deus, mas bem longe de mim.
Tanto no atendimento do telemarketing, como na emissora que transmite futebol ou esta fora de sintonia ou dos distraídos na estrada, sei que não adianta me desgastar e me irritar porque não vou mudar nada, então quem muda sou eu. Eu posso!
Mas escrevendo isso concluo que tomo essas atitudes de imediato não porque eu seja bem resolvido não, constatei que tenho um defeito grande: sou impaciente mesmo.
domingo, 1 de julho de 2018
Bola de cristal
As imagens estavam turvas, mas elas falavam de flores, muitas flores, um homem forte com mãos grandes aparecia, queria que ela nunca saísse do seu lado, seria um amor eterno.
Visualizava também um lugar muito sereno, arborizado, os pássaros cantando e muita paz a sua volta, era como se fosse um mundo de fantasia, durante o dia o sol dourado no horizonte e a noite as estrelas piscando no céu. Era um verdadeiro sonho, seria um amor utópico.
Ela contava para a mãe o que a vidente tinha falado, e viajava em seus sonhos, suas ilusões, e a mãe descrente dizia que tudo isso eram bobagens, que ninguém poderia ver numa bola de cristal o futuro ou o passado, e que até o presente que estamos vivenciando não conseguíamos enxergar e entender bem.
Mas o coração jovem suspirava e a esperança de realizar os sonhos cegava-a.
Um mês depois do corpo ser encontrado com sinais de asfixia por mãos fortes no pescoço, a mãe saia do cemitério e em lagrimas lembrava da visão da vidente, ela tinha acertado até nos mínimos detalhes, que pena que tinha acertado, mas a bola de cristal é igual o presente que vivenciamos, não enxergamos e não entendemos bem.
sexta-feira, 29 de junho de 2018
E agora José? (2)
O seu mau humor não modifica a vida
Verdade, se mau humor modificasse a vida para melhor, eu procuraria ficar sempre mau humorado e de cara feia.
A vida não é um mar de rosas, problemas acontecem todos os dias para nosso amadurecimento e crescimento espiritual. Tento ver nos obstáculos o lado bom, mas isso não é por acaso, tenho comigo que sou uma pessoa abençoada e protegida de Deus, e quando acontece algo ruim sou otimista em pensar que escapei de algo pior que iria acontecer.
Meu espirito esta sempre bem humorado, em todas as situações sempre lembro uma piada, acredito que rir é o melhor remédio e a solução de todos os problemas.
É logico que as vezes me sinto contrariado e aborrecido com algo ou com alguém, mas sei superar bem. Acredito que Deus nos criou para sermos felizes e vivermos felizes porque é assim que nos sentimos bem.
Quando você vai conversar com alguém e inicia dizendo bom dia e sorrindo, você quebra o gelo e cria uma ponte mostrando que a pessoa não esta enfrentando um inimigo e sim um amigo.
O bom humor é fundamental para que construamos um ambiente cordial e possamos nos relacionar bem.
Outra coisa, estar de bom humor e sorrindo não quer dizer que eu seja bobo não, atitudes sérias se toma com serenidade sem precisar franzir o cenho.
segunda-feira, 25 de junho de 2018
E agora José? (1)
E agora, José?
a festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
a festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Todos estavam de crachá com seus nomes em letras garrafais, exceto José, e todos deveriam se apresentar e falar sobre a expectativa do curso que se iniciava, Quando chegou a vez de José falar, ele explicou que estava sem crachá porque José é José, e José não precisava de crachá, e que com certeza, dai para frente ninguém mais esqueceria seu nome. E iniciou o primeiro tema:
Nas lutas habituais, não exija a educação do companheiro, demonstre a sua.
Luta é onde há uma situação de discórdia. Se for com um colega ou com um cliente tenho que ser educado por questão de ética e também porque é do meu feitio.
Tenho que mostrar o erro sem ofendê-lo e estar preparado para sua falta de educação porque as vezes não sei com quem estou lidando, seus problemas, sua situação e seu estado emocional.
Não posso humilhá-lo e sim fazê-lo entender.
Mas tenho que ter razão, se eu estiver errado devo reconhecer o erro e pedir desculpas.
Devo lembrar que muitas vezes sou provocado para falar besteira e quando falo besteira perco a razão.
Uma vez vi o Abílio Diniz dizer que o cliente sempre tem razão, isto é subestimar a inteligência do cliente, só tem razão quem esta certo, do contrario tenho que mostrar com educação o erro, sem constrangê-lo.
As vezes é bom recorrer ao bom humor para quebrar o gelo tornando o dialogo mais agradável.
Se não houver acordo e a pessoa estiver irredutível, as vezes histérica, e eu estiver com a razão, o melhor é pedir desculpas, virar as costas e ir embora, mas não deixo de avisá-la antes.
Em casa talvez por eu ficar mais a vontade e baixar a guarda, não tenho tanto controle, fico irritado e perco o domínio da situação, depois tendo que pedir desculpas, reconheço que tenho que trabalhar melhor esta situação.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
A invenção da roda
Estamos na Mesopotâmia no ano de 4.000 AC, e Ubaid chama a atenção de seu filho Uruque para recolher lenha antes que chovesse. Esse era o trabalho de Uruque, recolher lenha, mas o que ele queria mesmo era cuidar da vaca, um trabalho que seu pai tinha destinado a seu irmão Ur.
Uruque recolhia a lenha e trazia aos poucos sobre os ombros que iam se machucando e calejando, as vezes trazia arrastando no chão, mas era um trabalho muito pesado.
Uruque tinha visto na cidade homens carregando pedras imensas que iam rolando sobre troncos de arvores, então pensou em fazer o mesmo, mas um tronco de arvore também era pesado para rolar, e a ideia foi cortar o tronco em rodelas, assim nasceu a roda, e para ligar uma rodela a outra precisaria de um apoio, assim nasceu o eixo. Como a lenha era miúda e era impossível equilibra-la sobre o eixo, teve a ideia de fixar ali uma plataforma, e para puxar a plataforma colocou dois varais de madeira. Tinha nascido a carroça.
Seu pai Ubaid vendo isso chama o filho de vagabundo por ter preguiça de carregar a lenha nas costas e ficar inventando subterfúgios, e a esposa de Uruque chama-o de inteligente, afinal porque fazer muita força se com pouca força poderia transportar muito mais lenha?
Mas tudo isso são só divagações, talvez até chegar da roda à carroça tenha demorado anos, mas uma coisa é certa, alguém inventou a roda e passou a usa-la para o transporte de alguma coisa, e esse invento que talvez seja o maior invento da humanidade passou desapercebido, não foi registrado o nome do gênio que inventou.
Agora no Brasil em 2.018 DC, Thomaz Edison e Santos Dumont tem seus nomes gravados na historia da humanidade, mas o inventor da roda nem se sabe quem foi.
Reles cantores e jogadores de futebol ficam milionários com um trabalho que não tem peso nenhum para a humanidade, logico, não esquecendo a alegria que proporcionam aos que ouvem ou assistem, mas pode-se comparar com o valor da invenção da roda, de quem não sabemos nem o nome?
Pobre Uruque, que Deus o tenha!
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Os Cinco Sentidos
Na escola logo cedo aprendemos o que são os cinco sentidos, Visão, Tato, Audição, Olfato e Paladar. Eles são essenciais para nossa sobrevivência, mas no meu ponto de vista, o mais importante é a visão.
Uma pessoa cega desce a rua com uma bengala, vai tateando a calçada para evitar degraus e obstáculos, não sabe o que pode encontrar à sua frente ou já esta tão acostumada que conhece todos os obstáculos pelo caminho. Soube de um caso que a criança era daltônica, não conseguia identificar as cores, é como se estivesse vendo uma TV em branco e preto, e sua mãe se achava culpada, achava que não tinha ensinado as cores para a criança.
Quem perde o paladar perde um dos grandes prazeres da vida, saborear os alimentos que mantém nosso corpo. A audição muda o comportamento da pessoa, além da dificuldade de comunicação, ela fica limitada em seu mundinho e normalmente fala alto, muito alto, porque não tem noção do volume, isto quem perdeu a audição durante a vida, porque se já nasceu surdo, normalmente nem aprende a falar.
Engraçado é que nossa voz, que nós ouvimos, não é a mesma que as pessoas que nos cercam ouvem, o som vibra em nossa caixa craniana modificando os sons. Fala-se que Beethoven quando ficou surdo, colocava um pedaço de madeira na boca e encostava a outra ponta no piano, assim pela vibração identificava as notas e a combinação de sons.
O tato normalmente só perdemos na pontas dos dedos ou em algum lugar específico, ou mais grave quando lesionamos a coluna espinhal.
Um sentido interessante é o olfato, como é gostoso sentir o cheiro da chuva, o cheiro da terra molhada, ou então caminhando a noite pelas ruas sentir o cheiro da Dama da Noite, é muito bom também o cheiro que sentimos perto de uma churrascaria, ou então de uma pizzaria. O cheiro humano que é exalado pelo calor pode ser muito gostoso, sensual, mas também pode ser ruim quando a pessoa não cuida da higiene.
Quando a gente anda de moto nas ruas sente muitos cheiros que quem anda de carro não sente, cheiro de comida, de carne assada e acredite, no transito, muito cheiro de maconha, as pessoas fumam achando que no carro ninguém vê.
Um ambiente pode até não estar muito limpo, mas quando se coloca um perfume da uma impressão de limpeza, e coisa interessante, um queijo gorgonzola tem um cheiro forte talvez não muito agradável, mas tolerável e desejável para quem aprecia, a mesma coisa é o peixe, um cheiro ruim mas para apreciadores se torna agradável.
Por incrível que pareça, um cheiro que me incomoda mas traz boas recordações é o cheiro da urina em banheiro publico, geralmente lembro de banheiros em postos de gasolina em viagens que faço.
Numa dessas viagens conheci uma famosa fazenda produtora de leite tipo A, onde recepcionado pela veterinária e numa conversa informal comentei que trabalhava em supermercado e minha filha dizia que eu chegava em casa com cheiro de supermercado, aliás um cheiro bem característico, e a veterinária mais que depressa disse que tinha saído com uma amiga e a amiga observou que ela estava com cheiro de vaca!, rimos juntos.
Quando temos um sentido deficiente, automaticamente desenvolvemos e aprimoramos um outro para suprir necessidades, mas um sentido que eu gostaria de ter, e ter bem desenvolvido, é o sexto sentido, uma percepção da vida no dia a dia para tomar decisões, errar menos, evitar pessoas negativas ou que nos causam problemas, para viver melhor e ser mais feliz.
Chamado de "Ajna" ou terceiro olho o sexto chakra situa-se no ponto entre as sombrancelhas e quando bem desenvolvido pode indicar um sensitivo de alto grau.
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